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Bom Futuro entrega primeira carga de soja com pegada de carbono mensurada e rastreada

26/05/2023

Empresa faz parte do programa PRO Carbono Commodities, da Bayer, que foi lançado na quinta (25), na fazenda da Bom Futuro em Matupá (MT)

 

As práticas de agricultura sustentável credenciaram a Bom Futuro a ser a empresa a entregar a primeira carga de soja brasileira com pegada de carbono mensurada, rastreada e livre de desmatamento (DCF – Deforestation and Conversion FREE Soy). A soja foi produzida em Matupá, norte de Mato Grosso, em uma área de 27,7 mil hectares agricultáveis e mais de 59,4 mil hectares de área de reserva ambiental.

A empresa integra a iniciativa PRO Carbono Commodities, que faz parte do Bayer Proteção de Florestas, programa global que busca demonstrar como o agronegócio pode ser parte da solução para enfrentar as mudanças climáticas e preservar a biodiversidade.

“A Bom Futuro sempre foi parceira das empresas para desenvolver novos programas e teve portas abertas para mostrar nossas práticas sustentáveis. Implantar o programa foi continuar em um caminho que a empresa já vem trilhando de boas práticas, como cuidado com o solo e a agricultura de precisão, que significa atenção em cada talhão da lavoura para ter mais sustentabilidade e produtividade”, conta Antônio Trento Scheffer, diretor da Bom Futuro.

Esta é a primeira safra do PRO Carbono Commodities, que abrange a produção de soja de 10 agricultores brasileiros localizados nos biomas Cerrado e Amazônia, em uma área total de 159 mil hectares. O projeto mensura a pegada de carbono durante toda a fase agrícola, desde o pré-plantio até colheita, e segue pela fase de transporte até a entrega do grão, com transparência e rastreabilidade de informações a fim de validar esse produto inovador junto à cadeia de comercialização da commodity.

A iniciativa traz a garantia de que a produção advém de uma área livre de desmatamento (DCF), que totaliza aproximadamente 90 mil hectares de vegetação natural, considerando reserva legal e seu excedente. Como pré-requisito para participação, os agricultores não podem ter convertido áreas de vegetação natural em campos agrícolas nos últimos 10 anos, ainda que legalmente autorizado, prática alinhada aos padrões internacionais de certificação de carbono. Além disso, ao integrarem do programa, assumem o compromisso de preservar o excedente de vegetação natural nas suas propriedades.

O acionista da Bom Futuro, Erai Maggi Scheffer, acredita que esta é uma iniciativa ímpar pela importância das discussões ambientais em níveis mundiais. “Temos ferramentas mas faltava conectar todas as peças para oferecer um produto com valor agregado. A imensa maioria dos produtores rurais brasileiros atende aos requisitos de sustentabilidade e o programa irá otimizar a produção ao máximo, utilizando tecnologia, ciência e conectividade para verificar cada metro quadrado na lavoura para que ele seja produtivo. Será um modelo que mostrará ao Brasil e também à Europa e à Ásia como é a nossa agricultura”, diz.

“A Bom Futuro é uma empresa pioneira tanto na produção sustentável em alto volume como em alta preservação. Associar o programa a uma empresa que está olhando para onde o mercado vai e como vamos, juntos, transformar a cadeira é a razão dela ser um dos destaques”, afirma Fábio Passos, diretor do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina.

O programa registrou dados primários das áreas referentes às 240 mil toneladas de soja produzidas e contabilizou uma pegada média de carbono de 861,55 CO2 eq/t. A mensuração foi feita com ferramenta (PRO Carbono Footprint), desenvolvida colaborativamente por meio de uma parceria da Bayer com a Embrapa e lastreada em uma metodologia com reconhecimento internacional, a análise do ciclo de vida (ACV).

“Somos sustentáveis, mas temos que isso mostrar com números. Por isso, a Embrapa entrou no projeto para que conseguíssemos trazer estes indicadores. Esta primeira validação para a soja é só o início do processo. Estamos começando uma jornada para medir a pegada de carbono e mostrar como a agricultura é sustentável e que é possível aumentar a produção e a produtividade e preservar ao mesmo tempo”, afirma Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.

 

* Com informações da assessoria da Bayer

 

 

 

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